sábado, 20 de outubro de 2012

Ele me entende...

E mais uma vez o Fabrício Carpinejar vem a me surpreender com seus textos. Interessante que ele também se separou e acho que só quem passa por isso é capaz de entender o sentimento que fica. Segue abaixo alguns trechos que eu achei mais interessantes, para não copiar o texto inteiro novamente, mas quem quiser ler, basta acessar o blog dele: http://carpinejar.blogspot.com.br/
 
 
"Na última sexta, dirigi de Porto Alegre até Caxias do Sul. Assim que atravessei o pedágio, voltei. Só precisava ir para longe e não parar nunca.
 
Pretendo cansar meu sofrimento. Rezo para desmaiar, e pensar menos.
 
Antes economizava tempo, reduzia as estadas nos hotéis, a duração dos voos, os afazeres, para ficar com ela. Agora o intervalo é inútil e minhas mãos são jornais de ontem.
 
...
 
A fossa devolve a modéstia. Você pode ser arrogante, mas o sofrimento amoroso rompe com a vaidade, fere a estima, sangra seu egoísmo.
 
Passa a se interessar pelos conselhos de todos, do síndico ao caixa do banco. 
Passa a andar devagar pelo bairro, enxerga cartomantes nos postes e beijos nos carros parados.
 
Não existe imunidade. Não tem como se defender da saudade.
 
...
 
O amor é o antídoto da soberba. Maestros retomam o papel de solistas. Professores reiniciam seu percurso como alunos. Senadores se candidatam a vereador.
 
Aquele que se julgava pronto não tem mais nada fazendo sentido e precisa de tudo de novo.
 
Tudo de novo. Tudo de novo. Tudo de novo."
 
 
A vida é assim. As coisas acontecem e nos mudam, inconscientemente, na maioria das vezes. E isso acontece comigo, com você e com todos. E sempre sentiremos saudades, mesmo que não queiramos aquilo de volta, temos saudade dos momentos bons.
 

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