sábado, 17 de novembro de 2012

Trintar + um?

E então, enquanto vejo amigas falarem de trintar, a Sandy cantar sobre trintar, eu também estou ficando mais velha: fazendo 31! E o que muda? Fisicamente nada. Mentalmente e psicologicamente, talvez algumas coisas.
 
A gente vai ficando mais velho sim, em todos os sentidos, mas não sentimos isso de um dia para o outro. Não muda nada a partir da meia noite de hoje, quando minha idade de 30 anos acaba e começa a de 31. Mas com o passar do tempo, acredito que as coisas mudem, melhorem, cresçam, e não o contrário. Não vejo o passar dos anos como envelhecimento, mas sim como aprimoramento. Afinal, quanta coisa eu só tive coragem de fazer depois dos 30? Quanta coisa eu só superei por já ter 30? Quanta coisa só aconteceu a partir dos 30?
 
Nesse um ano, dos 30 aos 31, muita coisa aconteceu, muita coisa mudou e, apesar de, a princípio nem tudo ter sido bom, essas coisas me fizeram crescer, lutar, querer e hoje caminhar em busca de meus ideais... novos ideais.
 
Eu tenho crescido muito desde os 30, muito mesmo. E isso não se deve somente ao fato de ter me separado, de ter voltado para a casa "dos pais", de ter que lutar pelo meu sustento e pelas minhas coisas... se deve a cabeça madura que os 30 trazem na bagagem.
 
Essa é a música so cute que a linda Sandy fez pros trinta dela (sim, ela é um ano mais nova que eu o.O) e, claro, como uma boa fã, eu compartilho:
 
 
Aquela dos 30 - Sandy Leah
 
Hoje já é quinta-feira
E eu já tenho quase 30
Acabou a brincadeira
E aumentou em mim a pressa de ser tudo o que eu queria
E ter mais tempo pra me exercer
 
Tenhos sonhos de adolescentes
Mas as costas doem
Sou jovem pra ser velha
E velha pra ser jovem
Tenho discos de 87 e de 2009
Sou jovem pra ser velha
E velha pra ser jovem
 
Hoje já é quinta-feira
E há pouco tinha quase 20
Tantos planos eu fazia
Eu achava que em 10 anos viveria uma vida
E não me faltaria tanto pra ver
 
Tenhos sonhos de adolescentes
Mas as costas doem
Sou jovem pra ser velha
E velha pra ser jovem
Tenho discos de 87 e de 2009
Sou jovem pra ser velha
E velha pra ser jovem

O tempo falta
E me faz tanta falta
Preciso de um tempo maior
Que a vida que eu não tenho toda pela frente
E do tamanho do que a alma sente

Tenhos sonhos de adolescentes
Mas as costas doem
Sou jovem pra ser velha
E velha pra ser jovem
Tenho discos de 87 e de 2009
Sou jovem pra ser velha
E velha pra ser jovem

Já é quase meia-noite
Quase sexta-feira
E me falta tanto ainda


sábado, 10 de novembro de 2012

E agora, José? E agora, Você?

Então, meu romance, que não tem nada de romântico, me frustra às vezes. É estranho pois tem momentos que parece que ele gosta de mim não só como amiga, tem momentos que ele quer falar da outra (ou seja, nem liga para se eu sinto algo ou não e ainda ignora meus pedidos de não falar dela) e tem momentos que ele me fala isso: "bem, mas devo ir no feriado aí semana que vem de carro e sem dinheiro ahahahaha... e não namorando." Me diz, o que eu devo pensar com isso? Que um sexo até rola, mas só? E aquela coisa toda que ele sempre me disse que é 'meio gay', já que não consegue só transar sem ter um algo a mais com a guria? E porque quando eu falei disso com ele, a resposta foi: "veremos o que pode acontecer"? Fico confusa e volto a pensar que eu queria não gostar tanto dele, ou pelo menos não dessa forma. A não ser que ele optasse por tentar.
 
Enfim, ele não vem mais... e ao mesmo tempo que eu fico triste, pois ele estaria aqui no meu aniversário, eu fiquei feliz, muito feliz, pois com ele, diferentemente de com quaisquer outros, eu não quero que seja só isso... mesmo que às vezes tenha em mente que, se rolar algo, tudo pode mudar entre nós. Hoje em dia, estou preferindo não ver onde vai dar. Ficar na minha, curtir minha vida e esperar que ele se arrume na dele, com ou sem a outra, e eu nos bastidores para quando ele precisar da amiga, que normalmente está sempre aqui. E se um dia nos encontrarmos, daí, como ele disse, veremos o que pode acontecer.
 
A vida vai passando e a gente vai enxergando as coisas de outra forma. Não desisti, mas não quero ficar pensando nisso, pois afinal, o que tiver que ser será. O dia que ele não tiver medo de me encontrar, pelo menos metade dos problemas estão resolvidos, se não for 100% deles. Mas eu não quero mais falar nada disso com ele... se ele vier pra cá, não falarei que quero vê-lo, nem ficarei perguntando nada e, se ele nem quisesse me contar, seria melhor ainda. Tem momentos, que é melhor a surpresa do que ficar esperando por algo, nesse caso, por ele vir e querer me ver.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Momento desabafo

Tem coisas que me assustam, me irritam, me deixam puta da vida mesmo. O que leva uma pessoa a vir me criticar na frente de todo mundo, a troco de nada?

Eu fui casada por uns dez anos, desde que fomos morar juntos. Entre namoro e tudo, deve ser quase doze anos. O casamento acabou, no começo eu sofri, o que acho que deve ser natural em qualquer término, mas passou. Ele fez parte da minha vida por mais de doze anos, portanto, não tenho raiva, mágoa ou qualquer sentimento ruim. Digo que sinto falta de algumas coisas, mas não acho que sejam coisas dele e sim coisas daquela vida que eu tinha. Lógico que tem vezes que paro para pensar em tudo e ainda sinto uma tristeza, mas em relação a ele e ao relacionamento, estou bem tranquila. Acho que vivemos o que tínhamos que viver, foi bom enquanto durou, não me arrepende de nada e agora a vida é outra. Hoje, pra mim, ele é só uma pessoa, como outra qualquer. E quando digo isso, é que se vejo fotos dele ou qualquer coisa, inclusive com a namorada, nada disso me afeta (eu acho) E digo mais: às vezes eu até olhava o facebook dele, achei muito legal quando vi que ele ia abrir um show do Sepultura e quero que ele seja feliz.

Para a separação, ele já tem feito algumas coisas que eu desprezo, mas mesmo assim eu continuei de boa com a situação, só pedindo meu computador, ao invés de infernizar a vida dele, pois afinal, colhemos o que plantamos, não é? Mas como a vida ensina, mais uma vez eu aprendi com as coisas que passo com relação a ele. A princípio, já me arrependo de ter sido boazinha e não ter pedido nada a mais na separação, pois mesmo pedindo só isso, ele já está infernizando, então, se eu tivesse pedido mais, pelo menos era capaz que eu não saísse disso de mãos abanando. Agora o pior nem foi isso... foi ir olhar o facebook dele e, de repente, dar de cara com um post direcionado a mim, apesar de não sermos amigos na rede social. Um post me criticando, criticando meus gostos, criticando minhas atitudes. What?!?

Eu tenho ficado quieta no meu canto, não temos mais contato, eu não faço nada para ele ter sequer algo para falar de mim e ele vem me criticar por coisas que eu fiz enquanto estávamos juntos? Para mim isso foi a gota d'água. Quem é ele para falar de mim?

Normalmente eu nem teria visto aquilo se não tivesse ido olhar a página dele, eu sei, mas aquilo estava lá para quem quisesse ver. E qualquer um que me conhece e sabe de algo da gente e do que aconteceu é capaz de entender que aquilo era de mim. Uma crítica sobre mim. Uma crítica para mim. Só eu sei do que eu gosto realmente, do que me faz feliz, do que eu busco quando faço alguma coisa e ninguém tem o direito de me criticar sobre quaisquer coisas que eu faça ou tenha feito.

Conveniência? Não vejo sentido nenhum em alguém gostar de algo que poucas pessoas gostam por conveniência. Fugir da realidade? Não conheço ninguém que jogue qualquer tupo de jogo sem essa intenção.

Eu aprendi muito com isso. E esse foi o pontapé que eu precisava para bloqueá-lo no facebook, para excluir todos os amigos em comum e principalmente os familiares dele do meu ciclo de amigos, pois afinal, aquilo passou e eu não preciso mais. As pessoas que realmente se importam e gostam de mim, sabem onde me encontrar e eu só espero que ele me esqueça (algumas pessoas dizem que se ele ainda se preocupa em fazer algo desse tipo, é por não ter me esquecido... outros ainda torcem por uma reconciliação, mas sinceramente eu não sei... até tem sentido, mas eu não espero mais nada dele além da separação), assim como eu já o esqueci.

Eis o comentário do cidadão (em letras menores, pois é algo que eu nem deveria ter visto, afinal):
 
Agora há pouco vi um post bem engraçado de uma amiga, porém, devido aos comentários que já estão lá, não posso incluir o meu no devido lugar. Então vou postar aqui:
"O problema é que às vezes a macumba dá errado e o cara fica com outra pessoa que goste de rock de verdade (e não por conveniência) e que, apesar de não jogar nenhum MMO, continua do lado nem que seja pra 'dar pitaco'."
Mais um comentário:
"Saudades de que??? De ficar andando de um lado pro outro? De ficar reclamando das coisas dentro do jogo?? Você usava o jogo para fugir da realidade, só isso."
 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Esperança...

E não é que enfim estamos nos falando quase todos os dias, novamente, como antes, como se nada tivesse acontecido nesse meio tempo?! Não posso reclamar, já que eu me sinto bem com ele e saber que tudo isso está de volta é bom demais. Bom poder estar por perto de quem a gente gosta, mesmo que o perto seja por intermédio da internet.
 
Mas estive pensando cá com meus botões que o simples fato de falar com ele muda meu dia: muda meu jeito, muda meu pensamento, muda meu gosto musical, muda... e muda. Não sei até onde isso pode ser bom, se é que é bom. Mas acho que isso acontece devido a esperança. A vontade de encontrá-lo e que isso mude nossas vidas, mesmo longe. Enfim, melhor parar de pensar... será que tem como?
 
Coisas boas: ele me faz rir, sempre me apresenta sons novos, temos as conversas nerds (coisa escassa por aqui, ultimamente) e sempre falamos de tudo um com o outro (exceto a vida romântica de cada um, hoje em dia).
 
Como tudo na vida tem um lado bom e um ruim, lógico que nisso não seria diferente: quando falamos de tudo, é de tudo mesmo... oO
 
Embora mil coisas ainda passem na minha cabeça para escrever, acho que não convém falar de algumas coisas por aqui, logo, fico por aqui com meu pequeno post. Hasta la vista, baby!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Eu quero é viver em paz, por favor me beija a boca (8)

E nos falamos novamente e isso realmente me faz bem. Falamos de tudo, como era antes, desde coisas básicas do final de semana e tals, até da vida amorosa de cada um (como se eu tivesse tendo realmente uma vida amorosa...haha).
 
Deixei claro mais uma vez que, apesar de falarmos disso naquele momento, pois eu realmente perguntei e queria saber, que daqui para frente não quero mais ficar sabendo desses detalhes.
 
Eu sou amiga e acho que por isso acabo aguentando tantas coisa, pois eu sempre vejo o lado dele, dou opiniões sinceras e torço para que ele se resolva e seja feliz. O que me entristece, quando ele comenta dessas coisas, é ver que ele tem algumas atitudes erradas e que machucam ambos, devido aos erros passados. O que me alegra, nas mesmas condições, é saber que isso não foi algo exclusivamente meu.
 
Não quero pensar no amor que sinto... não quero sofrer, não quero chorar e isso está claro, bem claro para mim. Mas é inevitável pensar em amor em alguns momentos que falo com ele. E por isso acho que essa definição de amor (encaminhado pela little T) cabe nesse post:

Realmente, a concepção "popular" de amor é que ele é um sentimento. Claro que ele também produz sentimentos, mas amor é uma ESCOLHA. Assim, eu escolho amar, escolho seguir amando, mesmo se já não sou amado. Mesmo se nunca fui. É o amor que faz a diferença se eu escolho me divorciar do marido que me magoou ou se eu, mesmo sentindo raiva em determinado momento, tenho a CONSCIÊNCIA de que aquela raiva é um sentimento. E que o sentimento eu sinto hoje, amanhã posso não estar sentindo. Ele passa. Mas não há dúvida sobre o amor. Ele não vem e depois passa, como uma raiva, um ciúme, uma tristeza. Ele é amor. Ele permanece. Apesar de.

Pelo que eu sinto, pela definição acima, que é perfeita na minha humilde opinião e por tudo que eu penso a esse respeito, desde a separação, acho que nunca amei como amo hoje. Ou que, se amei, a mágoa, a raiva, o tempo e tudo mais, me fizeram colocá-lo na caixinha, tão escondida que eu nem me lembro mais. Quanto ao amor de hoje, ele pode estar meio de lado, mas ainda com esperança. O amor dificilmente perde a esperança. Se vivermos um dia feliz, tudo pode mudar para sempre. E esse pode ser o primeiro dia do resto de nossas vidas.